Porque somos uma utopia?

Queremos semear Empatia e permitir que ela se espalhe cada vez mais. Nossas investigações e expressões artísticas abordam as muitas questões que o veganismo levanta, bem como as  soluções que encontraremos ao longo do caminho, juntos.

nossa missão

A espécie humana atingiu um ponto de inflexão em sua história. A cada ano, as consequências de nossos atos são sentidas direta e cada vez mais. Apesar de todas as impressionantes conquistas tecnológicas, a última década parece acumular mais ameaças do que oportunidades. O consumismo, a economia baseada na escassez, a exploração de recursos naturais como se fossem infinitos … tais estruturas podem estar se desintegrando, mas não rápido o suficiente. No entanto, no coração pulsante deste corpo doente, reside uma capacidade secreta que pode desencadear uma transformação completa da sociedade.

© Vitor Schietti
© Vitor Schietti

Quando escolhemos ser ignorantes ou quando somos cegados pelas instituições, esquecemos de um valor especial que poderia enviar ondas de choque por todas as outras esferas do comportamento humano. Esse valor tem muitas expressões e é um dos alicerces da sociedade moderna: se chama empatia. Ela se beneficia do reconhecimento de nós mesmos no outro, inclusive nos animais não-humanos. Quando percebemos que os animais, assim como nós, desejam amar, cultivar amizade, aprender, procriar por seus próprios termos, envelhecer e morrer naturalmente, nutrimos a empatia.

Uma das manifestações da Empatia, como você já deve ter percebido, é chamada Veganismo. Quando guiado pela filosofia vegana, você não apenas mostra respeito pelos animais não-humanos, mas também estende compaixão aos seus semelhantes: outras pessoas. Assim como nenhuma pessoa, em lugar algum deva passar fome, nem ser sujeita a violência e abusos de qualquer tipo, também os animais não-humanos não deveriam ser tratados como o são. São separados de seus pais desde muito jovens, sujeitos a mutilações, crescem em abrigos superlotados e insalubres, alimentados de acordo com o uso desejado de seu corpo, são injetados com hormônios e antibióticos, submetidos a inseminação artificial contra sua vontade e são criados até que sua morte seja entregue por meios violentos, quando o lucro sobre seu cadáver ultrapassar o custo de mantê-lo vivo.

© Vitor Schietti

A continuação e o progresso de nossa civilização são barrados pelo ato injustificado de escravizar animais para o lucro e o consumo humano, seja como alimento, roupas, força de trabalho, testes ou qualquer outro uso. A ditadura da supremacia humana sobre outras espécies e o mito de nossa dependência nutricional da proteína animal estão prestes a acabar. Temos que aprender a conviver com nossos companheiros animais e isso não é tornar as condições deles melhores com padrões mais “humanos” de sua exploração. Devemos dar um basta na exploração animal e declará-los todos livres. Restaurar habitats naturais e reduzir as populações atuais a condições mais sustentáveis fazem parte desse processo. A Declaração Universal dos Direitos Humanos surgiu não faz muito tempo e, embora a escravidão humana ainda exista, ela não é mais a norma e é condenada internacionalmente. A escravidão animal ainda não acabou.

© Vitor Schietti

O veganismo está crescendo em todos os lugares, o que nos traz esperança para que possamos trabalhar por essa mudança, espalhando informações verdadeiras, permitindo que a Empatia se manifeste naturalmente, como o jardineiro que rega a semente para germiná-la. Como uma espécie capaz de superar tradições e transformar heranças culturais, sabemos POR QUE devemos nos tornar veganos.

Muitos primeiros passos foram dados nessa direção em todo o mundo, e esta caminhada não é mais um caminho solitário. Agora é hora de pensar em COMO construir uma sociedade vegana. É aí que nossa missão começa. Os maiores desafios estão à frente. Muitos revirarão os olhos, fecharão os ouvidos e falarão em defesa da tradição, da ancestralidade e de uma lista de desculpas que não se opõem à informação e que se desintegra diante do amor.

Muitos vão chamá-la de uma utopia impossível.

Nós a chamamos de Utopia Vegana. Você está com a gente?

Vitor Schietti

Vitor Schietti

Eu costumava fotografar para inspirar, escalar rochas par expirar. Aí chegou o veganismo...

Quem somos

Rolar para cima

Vitor Schietti​

(1986, Brasília, Brasil)

Artista, fotógrafo e cinegrafista brasiliense, em 2017 Schietti mudou-se para Barcelona (Espanha), onde ganhou experiência como gerente do Instituto Espronceda de Arte e Cultura por 3 anos. Ovo-lacto Vegetariano por quase uma década, só no em 2019 Schietti tornou-se vegano ao perceber a quanta desinformação estava submetido antes de dar esse empático passo. Ajudar outras pessoas a terem a mesma realização por meio do poder da informação e da empatia com um toque de arte foi a motivação para fundar o The Vegan Utopia.

The Vegan Utopia

Gerente cultural. Trabalho em galerias de arte e projetos educacionais independentes. Estou interessada em projetos transformadores que apelam à sensibilidade, às ideias e ao trabalho conjunto para desafiar o presente. Desenho e escrevo constantemente. O veganismo hoje faz parte da minha identidade e da minha relação com o mundo.

Julia Ferrari

(1989, Buenos Aires, Argentina

Victor Braga

Nutricionista desde de 2006 e tem como sonho mudar o paradigma atual da nutrição para uma abordagem integrativa sistêmica. Em 2009 idealizou o Instituto Brasileiro de Nutrição Integrativa para fomentar a pesquisa e tratar pessoas em seus aspectos: biológico, cognitivo, social, ecológico e espiritual. Mestre em Ciências e Tecnologias em Saúde pela UNB, na área de nanotecnologia com foco no diagnóstico e prevenção. Especialista em Nutrição Esportiva, Nutrição Clínica, Medicina Ayurvédica, Iridologia Moderna (Advanced Iridology Research), Iridologia Orgânica e Rayid, Microsemiótica Iridea e com cursos em PNL (programação neurolinguística), Medicina Biomolecular e Metabolomics (University of Birmingham).

Francesco Mazzacani

(1988, Talca, Chile)

Francesco Matias Mazzacani