Arte

A arte é uma ferramenta poderosa para a transformação, e que transformação maior que a de tornar o mundo vegano? Inspire-se com nossas exposições online que celebram o veganismo por meio das artes visuais.

As obras expostas estão disponíveis como pôsteres em diferentes tamanhos.

Através da The Vegan Utopia, a Utopia Vegana, exercitamos uma visão expandida do que pode implicar um projeto de divulgação do veganismo, que além da discriminação alimentar em seu nível fundamental, é uma escolha e uma visão de vida. Nessa perspectiva, The Vegan Utopia inclui os projetos artísticos que considera relacionados com a nossa pesquisa.

 

Lucia Rivero trabalha com um elemento fundamental e pouco explorado. As superfícies naturais, lençóis e tecidos onde podemos traçar a história de um ser vivo. A pele, o couro, o limbo. Lá onde, com uma lente macro, podemos ver as conexões e os mecanismos de sobrevivência e crescimento. Padrões que podemos reconhecer nas nervuras de uma folha, nas avenidas de uma cidade, nas nervuras por baixo de nossa pele.

Este órgão vital é onde vive a pesquisa de Lucia. Suas obras nos orientam a nos reconhecer no Antropoceno e a abrir conversas com os outros reinos não humanos.

As veias azuis

Verde adentro caminha descalça, revelando em estado de vigília, o que para ela é o silêncio. Despindo-se das multidões, sentindo-se água e lhe conferindo forma, ela caminha para se perder, anônima.

  

Dorme na terra úmida e compreende de forma volátil: como o pássaro deixa de ser chamado de pássaro, como a árvore deixa de ser chamada de árvore, para se tornarem outra coisa. A linguagem não é mais o traço e sua percepção se abre para uma dimensão profunda, desabitada, livre.

  

Seu corpo indomável de andar firme cria um sulco no qual o tempo pára de correr em linha reta e os minutos secam ao sol. Há apenas a umidade do que acabou de começar, uma chance sem direções, uma pausa com um pulso.

 

Sinta suas mãos grandes e oceânicas e apalpe suas veias. Pense no feixe de seu olhar expansivo como uma artéria azul, afunilando-se em dois rios que se encontram em algum lugar da Terra.

Sofia Pal

Sofia Pal

Curadora

Declaração da artista

Refletir sobre nossas origens e investigar o sentido e a relação natureza – humano tem sido uma peça fundamental em meu trabalho, pois está profundamente relacionada à minha história pessoal. Minha infância, meu vínculo com os animais e a relação dupla, mas fascinante, com minha própria pele. Este tem sido um tema recorrente em minha vida desde que eu tive consciência, meus maiores medos e emoções se refletiam como o limite do mundo exterior se manifestando a cada dia em mim.

 

Trabalho com pintura, colagem digital, instalações e objetos de arte. Crio materiais a partir de pigmentos orgânicos e bioplásticos naturais que utilizo para representar diferentes tipos de pele e seres, sendo um material translúcido, texturizado e biodegradável. Criando uma obra viva, sensível e natural em todos os seus aspectos.

 

Vejo a pele como um elemento transformador, um ser sazonal que se renova constantemente de florescente a manchado, depois endurecido e novamente saudável, sempre deixando suas cicatrizes. O ciclo de cura infinito e incontrolável é um processo que continua a se repetir ao nosso redor, presente não apenas em nossa pele, mas na própria natureza.

Lucia Rivero

Lucia Rivero

artista

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